 |
|
Defenda a sua casa dos incêndios  Mais informações |
Bolsa de Prédios Rústicos  (brevemente)
Aceda aqui directamente à sua ZIF
     |
|
|
|
 |
|
|
Notícias:
CAULE ouvida na Assembleia da República como uma das entidades mais |
|
|
CAULE - As sociação
Florestal da Beira Serra, foi umas das organizações escolhidas pelo grupo de
trabalho da Assembleia da República que está a analisar a problemática dos
incêndios florestais, para dar o seu contributo relativamente a um conjunto de
medidas que estão a ser estudadas no sentido de minimizar aquele que é
considerado um dos maiores flagelos do país na época de calor. A presidir a
este grupo de trabalho encontra-se o deputado do PSD, Guilherme Silva, que
justificou a audição desta associação florestal por ser uma das entidades que
tem mais "experiência” e “conhecimento do terreno", na sua área de
influência. "Não podendo ouvir toda a gente identificámos a vossa
organização entre aquelas que podiam dar um contributo importante para esta discussão",
afirmou o deputado, no arranque dos trabalhos. Questionado pelos diferentes
grupos parlamentares sobre algumas das mais recentes alterações legislativas
neste sector, como o projecto lei de florestação e reflorestação ou o anúncio
da possível aplicação da "multa na hora" para os proprietários que
não limpem os seus terrenos, o presidente da CAULE, José Vasco Campos,
identificou, desde logo, como uma das principais causas para o aumento do
número de ocorrências e área ardida, a desertificação do interior do país.
"Se não conseguirem parar o êxodo rural não conseguimos parar o problema
dos incêndios", afirmou o engenheiro florestal, pedindo medidas de apoio à
fixação nos meios rurais. Respondendo às dúvidas dos deputados sobre a nova lei
de reflorestação que na prática permite aos proprietários plantar eucaliptos em
áreas inferiores a cinco hectares sem terem de dar conhecendo ou pedir
autorização ao ICNF, Vasco Campos foi claro ao responder que " o problema
da floresta portuguesa não tem a ver com as plantações, mas sim com a sua
gestão". Presidente de uma associação florestal responsável pela gestão de
12 Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) na região Centro, Vasco Campos, disse,
todavia, estar expectante relativamente às novas plantações, nomeadamente a sua
articulação com os planos de gestão florestal das ZIF. Já o recente anúncio da
Ministra da Agricultura, sobre a eventual aplicação de coimas pela GNR aos
proprietários que não cumpram com a legislação em matéria de limpeza de
terrenos, mereceu a opinião favorável do presidente da CAULE que, antes de
"saber se é com esta medida que se vai resolver o problema", entende
que algo tem de ser feito para acabar com o " laxismo gritante" de
muitos proprietários que não cumprem com a limpeza dos 50 metros à volta das
habitações, e dos 100 metros, no caso dos aglomerados urbanos. " Não
estamos a falar de limpar a floresta como está o chão desta sala, o que não
podemos é continuar a ter mato encostado às persianas das casas" , fez
notar o dirigente florestal, defendendo " uma mão mais forte em relação a
isto". "Não sei se é a multa na hora, o que eu sei é que a legislação
hoje não é cumprida e as pessoas não são responsabilizadas", considerou,
propondo, uma vez que ainda não existe um cadastro da propriedade para
identificar os donos das terras, que sejam os proprietários a fazê-lo num
espaço temporal mais ou menos alargado, tal como sucede com os prédios urbanos.
Os deputados levantaram ainda a questão do dispositivo de prevenção,
nomeadamente o papel das equipas de sapadores florestais não apenas na
realização de trabalhos de silvicultura preventiva mas como força de primeira
intervenção na época crítica de incêndios, ao que Vasco Campos não deixou de
lamentar o desinvestimento verificado nos últimos anos nessas equipas. "Muitas
delas estão numa degradação, que eu não vejo nas corporações de bombeiros"
observou, pedindo um olhar mais atento para o trabalho destes
"soldados" que, apesar de trabalharem todo o ano na floresta, estão a
ser esquecidos e a prova disso, adiantou, é a diminuição dos apoios a estas
equipas e a "completa ausência de formação" nos últimos anos.
Publicado a 4 de fevereiro de 2014
|
|
|
|
Modo de impressão
|
|
 |
|
|
 |



ENTIDADES PARCEIRAS


Aceda aqui directamente à sua ZIF


|
 |