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Notícias:
Franceses visitaram trabalho que está a ser executado pela CAULE - Associação Florestal da Beira Serra no âmbito do controlo e erradicação da doença do nemátodo do pinheiro |
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Um representante do Ministério da Agricultura francês,
juntamente com técnicos e dirigentes da maior união de cooperativas ligadas à
fileira do pinho na região de Aquitane, Bordéus, deslocaram-se, recentemente, à
região da Beira Serra, com o objectivo de conhecer o trabalho que está a ser
executado pela CAULE - Associação
Florestal da Beira Serra, no âmbito do controlo e erradicação da doença do
nemátodo do pinheiro. Um problema que, apesar de ainda não ter chegado a França,
nomeadamente à região de proveniência daquela comitiva, o director regional de
agricultura, Olivier Roger, garante estar “muito preocupado”, razão pela qual
escolheu esta região de Portugal e o contacto com os técnicos da Associação
Florestal da Beira Serra para “beber” alguma da sua experiência nesta área.
“Viemos conhecer o trabalho que Portugal está a fazer para controlar a doença
do nemátodo, porque há especialistas que nos dizem que dentro de poucos anos
vamos ter os mesmos problemas que já têm aqui”, afirmou aquele representante do
Estado francês, que tem actualmente em preparação um plano nacional para
controlo e erradicação da doença do nemátodo. Tratou-se de “uma acção
preventiva” uma vez que até agora “ainda não temos nenhum foco da doença em
França”, assegurou Olivier Roger. “Quisemos tentar perceber o que está a ser
feito aqui, porque esta é uma questão que se coloca com alguma preocupação na
região de Aquitane”, afirmou ainda aquele responsável do Estado francês que teme
pelo impacto económico de uma eventual chegada, mais cedo ou mais tarde, desta
doença ao país. “Se não se fizer nada arriscamo-nos a que o pinheiro marítimo
que temos em França possa desaparecer completamente. É fundamental agirmos como
os portugueses estão a agir”, até porque esta é uma “fileira que é muito
importante em França, dá emprego a muita gente”, referiu durante a visita. Também
o presidente da maior união de cooperativas da região de Aquitane considerou importante
esta visita a uma zona fustigada pela doença do nemátodo para “ver o que está a
ser feito para combater este problema”, pois “temos a indicação que o nemátodo
vai chegar a França”. “O que vemos aqui mete-nos medo”, constatou o
dirigente associativo, que tem esperança no plano que o governo francês está a
preparar contra a propagação da doença. A intervir numa área de mais de 50 mil
hectares na região da Beira Serra e concelhos limítrofes, o presidente da
CAULE, José Vasco Campos, mostrou aos franceses a dimensão do problema que, só
nos últimos meses, levou já a associação que dirige a proceder à “marcação” de
cerca de 100 mil árvores infectadas com a doença. “Mas há muitas mais a marcar”
, afirmou o presidente da Associação Florestal da Beira Serra, dando, ainda
assim, a situação como “controlada”, pelo menos nesta região. “A situação em Portugal é complicada, aqui na
nossa região estamos a intervir, a marcar árvores, a cortá-las, a eliminar os
sobrantes, mas há zonas do país onde isto não está a ser feito, e isso preocupa
-nos”, referiu o dirigente florestal, alertando para o facto deste ser um
trabalho que “não pode parar, senão qualquer dia não temos pinheiro bravo em Portugal”.
Publicado a 22 de abril de 2014
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