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Notícias:
CAULE convidada pelo Grupo Parlamentar do PS a apresentar propostas para melhorar Estratégia Nacional para as Florestas |
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| Vasco Campos defende agravamento da carga fiscal para quem não faça gestão das terras
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O presidente da CAULE - Associação Florestal da Beira Serra,
foi ouvido pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, na Assembleia da
República, numa audição conjunta onde marcaram presença diversas entidades e individualidades do
sector florestal, com o objectivo de apresentarem propostas no âmbito do
processo de revisão da Estratégia Nacional para as Florestas. Considerado pelo
Grupo do PS na AR um dos especialistas e conhecedores da fileira florestal no
país, o presidente da direcção da CAULE, José Vasco Campos, defendeu, nesta
audição, o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) , mais
concretamente sobre os prédios rústicos, para os proprietários que não “façam
gestão” das suas terras ou, pura e simplesmente, não cumpram com os planos de
gestão florestal (PGF)preconizados para os seus territórios, ao mesmo tempo que
propôs uma redução ou até isenção do IMI para os proprietários “cumpridores” e
que pratiquem actos de gestão de acordo com o estabelecido com os PGF. Outra
das propostas que o presidente da CAULE apontou para “melhorar” o documento foi a
necessidade de ver clarificada a questão da “compensação aos proprietários
florestais pelo serviço dos ecossistemas”, isto é, para aqueles proprietários
cujas terras se encontrem localizadas em áreas cuja principal função para a
floresta é a protecção/ conservação da natureza e não a produção florestal.
“Estamos a referir-nos concretamente a áreas de montanha, consideradas
importantes em te rmos de paisagem, do seu potencial
turístico, da influência na qualidade dos recursos hídricos” exemplifica Vasco
Campos, para quem são fundamentais mais apoios públicos para estes casos
específicos. O presidente da CAULE referiu-se ainda à importância de ficar
vertido neste documento a realização de acções relacionadas com a
sensibilização e vigilância dos espaços florestais, esta última, centrada no
trabalho dos sapadores florestais. “Alertámos para o papel dos sapadores na
vigilância, chamando ainda a atenção para a importância da primeira
intervenção, na generalidade, em incêndios florestais”, afirmou. Relevante para
este documento regulador da Estratégia Nacional para as Florestas, segundo o
dirigente da CAULE é, ainda, a necessidade de se avançar com “políticas mais
incisivas para a fileira do pinho”, nomeadamente a inevitabilidade de “uma
gestão activa das áreas florestais de pinheiro bravo” e ainda a continuidade do
apoio ao combate às pragas e doenças, designadamente o nemátodo da madeira do
pinheiro que é hoje um dos maiores flagelos da floresta de pinheiro bravo em
Portugal. Dirigente de uma associação gestora de 12 Zonas de Intervenção
Florestal (ZIF) - Vasco Campos,
aproveitou ainda para sugerir uma clarificação sobre o modelo de cadastro que
está previsto para estas áreas, também apelidadas de condomínios florestais,
uma vez que os proprietários aderentes das ZIF já estão identificados, estando
também identificadas a maioria das suas parcelas junto da entidade gestora. Esta
é a segunda audição do presidente da CAULE na Assembleia da República, em
espaço de poucos meses, a primeira foi com o objectivo de colher o seu
contributo no âmbito do grupo de trabalho que está a analisar a problemática
dos incêndios florestais, e esta, a convite do PS, com vista a apresentar
propostas para a Estratégia Nacional para as Florestas, o que é o reconhecimento
politico do trabalho e do conhecimento que esta associação florestal tem do
sector.
Publicado a 4 de junho de 2014
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