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Notícias:
Grupo de investigadores internacionais visitou povoamentos de pinheiro bravo infectados pela doença da murchidão no concelho de Tábua |
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A FNAPF - Federação Nacional das
Associações de Proprietários Florestais acolheu esta quinta-feira, em Tábua, a
visita de campo de cerca de 20 investigadores oriundos de vários países da União
Europeia que estão a estudar formas de erradicar mais eficazmente a doença
provocada pelo nemátode da madeira do pinheiro, responsável pela morte, nos
últimos anos, de largos milhares de árvores. A desenvolver a investigação no
âmbito projecto europeu REPHRAME, os especialistas, que escolheram Portugal e
Espanha para o meeting final, visitaram alguns povoamentos florestais afectados
pela Doença da Murchidão do Pinheiro que estão a ser intervencionados pela CAULE
- Associação Florestal da Beira Serra, no concelho de Tábua. O grupo teve
oportunidade de observar “in loco” os trabalhos que estão a ser executados,
nomeadamente de prospecção, marcação e erradicação de árvores sintomáticas,
destruição de sobrantes e colocação de armadilhas para captura do insecto vetor
da doença, tendo concluído que a região da Beira Serra, concretamente a CAULE, está
a fazer um “trabalho gigantesco” nesta área. Coordenador do projecto, o
britânico Hugh Evans deu nota da pesquisa que tem estado a ser realizada no
âmbito do REPHRAME cuja informação “ajuda no trabalho que está a acontecer aqui”.
“Parece ser uma tarefa impossível passar por todas as árvores infectadas numa
vasta área e pertencente a proprietários diferentes”, constatou ainda assim o
investigador, confessando-se
“particularmente interessado” em estudar “os insectos que transportam o
nemátodo de árvore para árvore”, e encontrar formas eficazes de o controlar. O
projeto é parcialmente financiado pela União Europeia e está a decorrer há 3
anos e meio, contando com onze parceiros em oito países diferentes.
Também o Chairman da Confederação
Europeia da Indústria de Madeira, CEI – Bois,
Marc Michielsen considerou este trabalho “muito importante” para um
sector que emprega 2,5 milhões de pessoas em toda a Europa, num total de mais
de 380 mil empresas.
Com várias acções de controle e
erradicação da doença a decorrer na região da Beira Serra, o presidente da
CAULE, José Vasco Campos, salientou igualmente a importância do trabalho que
possa ser desenvolvido em “laboratório”, uma vez que se trata de um problema que
assume dimensões “muito graves” não só em Portugal, como em toda a Europa.
“Tudo o que contribua para que a doença diminua é muito importante para nós
produtores florestais”, afirmou Vasco Campos que fala em centenas de milhares
de árvores intervencionadas pela CAULE – marcadas, cortadas e estilhaçados os
seus resíduos - de forma a “conter esta doença, o que felizmente está a
acontecer nesta região”, garante. Apesar de dar a situação como controlada na
sua área de intervenção, o presidente daquela associação florestal entende que
“todos estes estudos podem ser muito úteis para o nosso objectivo, que é termos
um pinheiro bravo resistente ao nemátodo”, pelo que “nesse aspecto a
investigação é fundamental”, considerou.
Publicado a 3 de outubro de 2014 |
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